manifesto anti-normalidade
Eu, António Pedro Ribeiro, 40 anos,
declaro que não sou um número
que não sou uma percentagem
que não sou uma folha do IRS
que não vou com a Maria
que vai com as outras
que rejeito o pensamento único
o homem calculável e colectável
a ideologia dominante
que amo as alturas, os cumes
onde se respira a liberdade
que rejeito o rebanho
a vida normal das pessoas normais
que sigo a via que conduz a mim mesmo
que não quero governar
nem ser governado
que não sou um detergente
nem uma folha de papel higiénico
que não estou na bolsa
nem à venda no mercado
que sou um livre pensador
um indivíduo soberano
que não sou espectador da sociedade-espectáculo
nem mercadoria
que quero as ruas cheias de poesia
que me entedio no dia-a-dia
no quotidiano da rotina
mas que ainda sou capaz de dançar
de cantar
e de me rir
nas vossas caras.
Friday, July 31, 2009
Wednesday, July 29, 2009
MANA CALÓRICA EM PAREDES DE COURA
Lisboa, 29 jul (EFE).- El artista irlandés Patrick Wolf abre hoy la décimoséptima edición del Festival Paredes de Coura (al norte de Portugal), que se celebrará hasta el próximo sábado y en la que la protagonista será la banda escocesa Franz Ferdinand.
En el recinto de la playa fluvial de Tabuao, las bandas Bons Rapazes, Sean Riley and the Slowriders y Strange Boys completan la primera jornada.
Los australianos Temper Tramp actuarán el jueves, seguidos por la banda indie-rock estadounidense The Pains of Being Pure at Heart, los británicos The Horrors y los roqueros Supergrass.
El plato fuerte de la noche será la banda escocesa Franz Ferdinand que presentará así en Portugal su último álbum "Tonight: Franz Ferdinand", que vio la luz a finales de enero de este año.
El viernes el grupo de rock Nine Inch Nails cerrará una noche en la que tocarán los portugueses Mundo Cão, los estadounidenses Portugal, The Man y los Blood Red Shoes Peaches.
Los lusos Foge Foge Bandido abrirán la noche del viernes, en la que también tendrá su lugar la música soul independiente de los españoles The Right Ons, el rock indie de los australianos de Howling Bells y Jarvis Cocker.
La banda de rock sueca The Hives cerrará el festival portugués con sus propuestas enérgicas y eléctricas.
Paredes de Coura ofrecerá durante las cuatro jornadas del festival dos alternativas al escenario principal: "Jazz na relva" (jazz en la hierba) y "Palavras na relva".
Dentro del proyecto "Jazz na relva" actuarán el percusionista y batería Jorge Qaije, Space Ensemble y el trío Manuel d´Oliveira.
En la iniciativa "Palavras na relva" recitarán poesía y prosa los escritores Valter Hugo Mae, Tiago Gomes, Isaac Ferreira y el colectivo Silencio da Gaveta.
El sábado tendrá lugar el proyecto poético-musical Mana Calórica, en el que se mezclan el rock, el punk y el experimentalismo al que dará voz Antonio Pedro Ribeiro.
El Festival de Paredes de Coura, cuya primera edición se celebró en 1993, es uno de los mayores acontecimientos musicales del verano en Portugal. EFE prl/ik
En el recinto de la playa fluvial de Tabuao, las bandas Bons Rapazes, Sean Riley and the Slowriders y Strange Boys completan la primera jornada.
Los australianos Temper Tramp actuarán el jueves, seguidos por la banda indie-rock estadounidense The Pains of Being Pure at Heart, los británicos The Horrors y los roqueros Supergrass.
El plato fuerte de la noche será la banda escocesa Franz Ferdinand que presentará así en Portugal su último álbum "Tonight: Franz Ferdinand", que vio la luz a finales de enero de este año.
El viernes el grupo de rock Nine Inch Nails cerrará una noche en la que tocarán los portugueses Mundo Cão, los estadounidenses Portugal, The Man y los Blood Red Shoes Peaches.
Los lusos Foge Foge Bandido abrirán la noche del viernes, en la que también tendrá su lugar la música soul independiente de los españoles The Right Ons, el rock indie de los australianos de Howling Bells y Jarvis Cocker.
La banda de rock sueca The Hives cerrará el festival portugués con sus propuestas enérgicas y eléctricas.
Paredes de Coura ofrecerá durante las cuatro jornadas del festival dos alternativas al escenario principal: "Jazz na relva" (jazz en la hierba) y "Palavras na relva".
Dentro del proyecto "Jazz na relva" actuarán el percusionista y batería Jorge Qaije, Space Ensemble y el trío Manuel d´Oliveira.
En la iniciativa "Palavras na relva" recitarán poesía y prosa los escritores Valter Hugo Mae, Tiago Gomes, Isaac Ferreira y el colectivo Silencio da Gaveta.
El sábado tendrá lugar el proyecto poético-musical Mana Calórica, en el que se mezclan el rock, el punk y el experimentalismo al que dará voz Antonio Pedro Ribeiro.
El Festival de Paredes de Coura, cuya primera edición se celebró en 1993, es uno de los mayores acontecimientos musicales del verano en Portugal. EFE prl/ik
Monday, July 27, 2009
LAGOS
Friday, July 24, 2009
DIÁRIOS

Diários- é o que eu escrevo
e hoje custa a sair
estou no jardim
com os animais e as plantas
e estou a acabar
"O Olho Cosmológico" de Henry Miller
os pássaros cantam
e eu cofio as barbas
emagreci 11 quilos
e as análises são mais animadoras
do que as anteriores
parece que, por uns tempos,
me tenho de preocupar menos
com a saúde.
Sunday, July 19, 2009
UM PAÍS

UM PAÍS
António Pedro Ribeiro
Um país que opta entre dois castradores como José Sócrates e Manuela Ferreira Leite não é um país. Um país que tem Alberto João Jardim não é um país. Um país em que os ex-revolucionários do Bloco de Esquerda se esquecem que foram revolucionários e se limitam a regulamentar e a gerir o capitalismo não é um país. Um país que tem Belmiro de Azevedo e Dias Loureiro não é um país. Um país de autarcas menores não é um país. Um país com a paranóia da gripe não é um país. Um país de inveja, de intriga, de mercearia não é um país. Um país agarradinho ao dinheiro não é um país. Um país bem comportadinho não é um país. Um país ignorante não é um país. Um país que não lê não é um país. Um país sem alma não é um país. Um país pequeno não é um país. Um país imbecil não é um país. Um país de escravos uns dos outros não é um país. Um país de chefes não é um país.
DESABAFOS
Há gajos que foram postos no mundo
para me foder a cabeça
há gajos que me irritam solenemente
apesar de, por enquanto, ter de aturá-los
só não sei é como não expludo
noutras ocasiões
teria soltado os cães todos
e até me sinto da mesma forma
até me sinto em cima
em paz com os deuses
apesar desta raiva
que me faz escrever
vomitar na folha
o que vem à cabeça
talvez até seja bom não reagir
assim consigo preservar-me
assim situo-me acima das coisas
da mesquinhez
das guerrinhas
também eu me deixo levar nas guerrinhas
também eu digo mal
deste e daquela
nas costas deste e daquela
não posso ser assim
não posso ser igual aos outros
há gajos que dizem mal de tudo e de todos
mas é pura maledicência
não têm qualquer pretensão
de mudar o mundo
nem de mudar o que quer que seja
não sou assim
não cheguei a esse ponto.
para me foder a cabeça
há gajos que me irritam solenemente
apesar de, por enquanto, ter de aturá-los
só não sei é como não expludo
noutras ocasiões
teria soltado os cães todos
e até me sinto da mesma forma
até me sinto em cima
em paz com os deuses
apesar desta raiva
que me faz escrever
vomitar na folha
o que vem à cabeça
talvez até seja bom não reagir
assim consigo preservar-me
assim situo-me acima das coisas
da mesquinhez
das guerrinhas
também eu me deixo levar nas guerrinhas
também eu digo mal
deste e daquela
nas costas deste e daquela
não posso ser assim
não posso ser igual aos outros
há gajos que dizem mal de tudo e de todos
mas é pura maledicência
não têm qualquer pretensão
de mudar o mundo
nem de mudar o que quer que seja
não sou assim
não cheguei a esse ponto.
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